TRATAMENTOS

FERTILIZAÇÃO IN VITRO/ICSI

Após um ano de tentativas de engravidar, a recomendação é que você procure um especialista em reprodução humana para que ele possa determinar se a FIV/ICSI é o melhor tratamento para o seu caso.
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O que é Fertilização in Vitro ou Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides?

A Fertilização in Vitro, também conhecida como FIV, é a união do oócito e do espermatozoide em laboratório. Assim, diferentemente da Inseminação Artificial, esse procedimento ocorre fora do organismo materno. Com ele, obtêm-se embriões a serem transferidos ao útero, evoluindo para uma gestação.

É importante lembrar que a FIV conta com diversas técnicas: a convencional (o passo a passo está no fim desta página) e a ICSI, que consiste na Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides, que é a versão recente e mais moderna de FIV.

Quais as possibilidades de sucesso?

A FIV pode ser feita com o sêmen do parceiro ou de um doador. O procedimento apresenta chances de sucesso que podem chegar até a 60% em cada tentativa. Cerca de 75% das gestações obtidas por meio da FIV são únicas, 25% são gemelares e menos de 1% de trigêmeos ou mais filhos. Alguns fatores podem influenciar no resultado, como a idade da mulher. As maiores taxas de sucesso acontecem nas pacientes de até 37 anos de idade. O tempo de infertilidade também está entre os fatores que interferem no resultado da FIV.

Com o máximo de três tentativas de FIV, 95% das pacientes do Ibrra engravidam. A abordagem é individual e humanizada, com participação ativa da equipe médica durante todo o processo.

FERTILIZAÇÃO IN VITRO/ICSI

Para quem esse tratamento é indicado?

Após um ano de tentativas de engravidar, a recomendação é que você procure um especialista em reprodução humana para que ele possa determinar se a FIV/ICSI é o melhor tratamento para o seu caso. Quando a mulher tem 35 anos ou mais, esse tempo de tentativas de engravidar cai para seis meses. Já para mulheres com idade a partir de 40 anos, a recomendação é que procure imediatamente um especialista.

Como funciona a Fertilização in Vitro?

Primeira Consulta

Já no primeiro contato, o profissional faz uma entrevista detalhada com a paciente e pede um ultrassom endovaginal. Esse exame avalia o estado do útero e dos ovários. Se for preciso, ele solicita novos exames para obter um diagnóstico seguro e indicar o tratamento mais adequado. A paciente recebe uma minuciosa explicação sobre os tratamentos disponíveis, especialmente a respeito do indicado para o caso dela.

Estimulação Ovariana

A estimulação do ovário consiste na administração diária de injeções subcutâneas. Esse procedimento é feito para estimular os oócitos que serão puncionados e levados ao laboratório.

Punção e Fecundação

As ultrassonografias e as análises hormonais revelam se os folículos, onde ficam os óvulos, estão no tamanho adequado. A partir desse momento, aplica-se a última injeção para induzir que os óvulos amadureçam. Exatamente 36 horas após a injeção, a paciente é levada ao bloco cirúrgico, onde os óvulos são captados e levados diretamente ao laboratório. A paciente é levemente sedada para que o procedimento seja totalmente indolor e ocorra com o maior conforto. No laboratório, os óvulos são colocados em contato com os espermatozoides. Os pré-embriões obtidos desse encontro ficam em observação entre dois e cinco dias até serem transferidos ao útero.

Transferência Embrionária

Após rigorosa avaliação dos pré-embriões, o especialista decide com o casal a quantidade de embriões a ser transferida. A transferência de embriões também é totalmente indolor. O procedimento dura entre 10 e 15 minutos, e a paciente recebe os embriões acordada e no maior conforto. Os pré-embriões excedentes são congelados, e os embriões bloqueados – aqueles que não evoluíram entre 24 e 48 horas – são descartados.

Congelamento dos Pré-Embriões

Os pré-embriões excedentes e de boa qualidade são congelados por meio da técnica chamada “vitrificação” desenvolvida por Kuwayama. A vantagem de congelar os pré-embriões excedentes é a possibilidade de utilizá-los posteriormente. Assim a paciente não vai precisar passar novamente pelo processo de estimulação ovariana e punção folicular.

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