Ovodoação para casais LGBT+

Entendendo Todas as Possibilidades e Desafios da Ovodoação para Casais LGBT+

A ovodoação para casais LGBT+, com sua abordagem inclusiva, revela-se como ponto crucial e transformador na jornada emocional e biológica para os que almejam concretizar o tão sonhado plano de serem pais.

Este processo transcendental não apenas abre as portas para a realização da parentalidade, mas também oferece uma experiência única e profunda de conexão biológica, permitindo que casais do mesmo sexo vivenciem a extraordinária jornada da gestação e parentalidade compartilhada.

Em um contexto social diversificado, exploraremos a maneira como a ovodoação emerge como um elo vital e empoderador, pavimentando um caminho emocionante rumo à formação de famílias diversas e repletas de amor.

 

O Papel da Ovodoação para Casais Homoafetivos Femininos

 

A ovodoação oferece suporte a casais homoafetivos na concepção de filhos através de métodos de reprodução assistida. Isso se torna necessário ao recorrer a bancos de doação de óvulos, especialmente para casais homoafetivos masculinos ou femininos que não contam mais com óvulos próprios.

 

1. Uma parceria contribui com seus óvulos, enquanto a outra oferece o útero

 

Neste cenário, a parceira que fornece os óvulos passa por um estímulo hormonal diário (ou uma doadora). Este processo visa promover o crescimento de diversos folículos, assegurando uma quantidade suficiente. Posteriormente, os óvulos são fecundados com o sêmen do doador escolhido.

Os embriões resultantes são cultivados até atingirem o estágio de blastocisto (quinto ou sexto dia de desenvolvimento in vitro) e, então, são transferidos para o útero da parceira que irá gestar. O número de embriões transferidos depende da idade da parceira que forneceu os óvulos. Em casos de embriões excedentes, estes podem ser congelados para uso futuro.

 

2. A mesma parceira contribui com seus ovários e útero

 

Neste segundo cenário, a parceira que fornece os óvulos também oferece o útero para a gestação. O processo inicial de estimulação hormonal busca o desenvolvimento adequado dos folículos, culminando na fecundação dos óvulos com o sêmen do doador escolhido.

Os embriões formados seguem o mesmo processo de cultivo até o estágio de blastocisto, sendo então transferidos para o útero da mesma parceira que participou com os óvulos. Novamente, o número de embriões transferidos é adaptado à idade da parceira doadora de óvulos, e embriões excedentes podem ser congelados para uso futuro.

 

O Papel da Ovodoação para Casais LGBT+ Masculinos

 

Casais homoafetivos masculinos têm a oportunidade de realizar o sonho da paternidade através da Reprodução Assistida. Esse processo pode envolver o uso de sêmen de ambos os parceiros ou apenas de um deles, combinado com óvulos doados, resultando na formação de embriões que serão transferidos para um útero de substituição.

 

A Doadora dos Óvulos

 

Os óvulos utilizados no processo provêm de uma doadora, seguindo rigorosamente todas as normas estabelecidas pelo Conselho Regional de Medicina. O ato de doação é anônimo e totalmente desprovido de interesses comerciais. A seleção da doadora é feita em colaboração com o médico responsável pelo procedimento e os parceiros do relacionamento, garantindo um processo transparente e ético.

 

O Útero de Substituição

 

O útero de substituição, fundamental para o desenvolvimento da gestação, deve pertencer a uma parente de primeiro, segundo, terceiro ou quarto grau de um dos dois parceiros. No caso de ser necessário utilizar o útero de uma mulher que não tenha parentesco direto, um pedido formal ao Conselho Federal de Medicina é feito. Somente após a devida liberação, o
tratamento pode ser iniciado, assegurando todo o respaldo legal e ético para a construção dessa linda jornada rumo à paternidade.

 

Legalidade e Direitos: Navegando pelos Aspectos Legais

 

A busca pela maternidade e paternidade por parte de casais do mesmo sexo envolve não apenas questões médicas, mas também implicações legais cruciais. No contexto da ovodoação, esses casais enfrentam desafios e considerações específicas que merecem uma análise cuidadosa.

 

Direitos da Gestante de Substituição

Na gestação de substituição, a mulher se disponibiliza a gestar um bebê que será entregue a família passando pelo tratamento após o nascimento e a renunciar a todos os direitos sobre a criança, inclusive a titulação jurídica de mãe.

 

Avanços Legais para Casais Homoafetivos e Transgêneros

 

Até 2013, realizar o sonho da maternidade e da paternidade era limitado à adoção para casais homoafetivos. Com o reconhecimento da união estável homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal e a atualização das normas de Reprodução Assistida em 2021, novas possibilidades se abriram. Pela primeira vez, os direitos também foram garantidos às
pessoas transgêneras, que antes não eram citadas na lei.

IBRRA Medicina Reprodutiva

 

O Instituto Brasileiro de Reprodução Assistida – IBRRA é uma instituição médica dedicada integralmente ao tratamento da infertilidade. Com a missão de ajudar as famílias a terem seus filhos, a clínica oferece um suporte com respeito humano, tecnologia de ponta e uma equipe altamente especializada. É por isso que o IBRRA é um dos maiores e mais respeitados Institutos de Medicina Reprodutiva do Brasil.

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